Pandora

Pandora

Abril 17, 2009

Salve-se quem Pudeeeeeeeeeeeeer!!!

lololol


"Este país não é para pobres"...diria eu, adaptando o nome do filme. A crise (não) toca a todos e, cada um safa-se como pode....assaltos a bancos, assaltos a lojas, mentiras à segurança social, fuga aos impostos e...aquilo a que assisti hoje lololol
Fui ao café onde costumo ir de manhã, beber o meu cafézinho para ir desperta para o trabalho e deparei-me com uma situação que passo a relatar aos meus fiéis seguidores: um senhor entra, senta-se descontraído e pede um galão "bem quentinho" e uma tosta mista, consome tudo calmamente e no fim, começa a apalpar os bolsos "Ai...esqueci-me...ai...deixei o dinheiro todo na farmácia e esqueci-me que já não tinha mais. Mas eu deixei a carteira no carro e vou já buscar." Ya só se era o carro do Modelo, porque ele tinha tanto carro como eu ahahahahahah

Escusado será dizer que o dono do café ficou indignado e começou a barafustar, a pedir relógio ou fio que cobrasse a dívida, ameaçou chamar a polícia, mas como é por demais sabido que neste país a polícia nada resolve, a ameaça não passou disso mesmo. Mas agora fiquei curiosa e era lindo se o senhor voltasse para pagar a dívida lololol

Estamos todos no mesmo barco, mas...há os que enganam e os que se deixam enganar...este país miserável não tem melhoras nenhumas mas eu em vez de roubar ou enganar vou dar o "fuckin" baza assim que tiver condições para isso, que este "sítio" que tem nome de país, já me dá náuseas...

Aqui d'el rey!!!!!!!!!!!!!!!!lolololol

Abril 15, 2009

Closure

Valéria viajava até à aldeia a nove horas de caminho...o comboio era lento, vagaroso, caminhava devagar - e o pensamento voava célere - deu tempo suficiente para fixar o nome de cada terra e o que nela despertava a atenção. Nada de mais, árvores outonais em tons de castanho e vermelho, espécies que por ali iam passando, o quadro bucólico que habitua a vista de quem caminha para as terras interiores...
- A menina está bem? - uma velhota metida no seu xaile azul, espreitava por cima dos óculos com um ar maternal de quem já tinha os filhos criados e vinha de visita...
Valéria respirava com dificuldade, meio deitada no banco com a espuma já gasta. Não olhava a senhora, perdera-se em pensamentos vãos ao olhar pela janela embaciada...
- Menina...sente-se bem? Ai valha-me Deus, está com um ar tão abatido!
Ela girou a cabeça devagar, olhando a figura, demorada. "Que enfado...chegar à velhice, arrastar-me por aí como uma lesma, largando atrás de mim a peçonha, a desgraça do que já vivi, arrastando comigo a morte dos outros, as lágrimas...a espera de morrer condignamente no meu leito, sem que nada me avise, sem que nada me diga que é agora...que triste desgraça a de ter nascido..." - a mente de Valéria voava para o nunca mais, para o que nunca deveria ter sido, para o que não era, mas que era sim, pela força de o pensar.
- Menina...
- Não tens vergonha?!
O rosto pálido de Valéria ficara vermelho, roxo, as lágrimas começavam a querer cair.
- Menina?
- Responde! Velha decrepita, vens aí enrolada nesse manto como quem cobre o opróbrio, como quem se esconde da ignomínia, tiveste medo não foi? Tiveste medo quando viste que não havia volta a dar...e depois...depois vieste por aí fornicando e parindo para fingires que existias. É mentira!!! Não existes, não está aqui nada!
Diz-me lá, o que pensas que vais entregar à morte? Pensas que ela vai estar para te aturar com os teus filhos, os teus netos e os teus folares à moda da terra? Pensas que por teres fugido para a capital, agora te recebem de braços abertos?
És um emplastro, és o rosto podre da sociedade, és o ex libris da vergonha, és tu. És tu que me persegues, com esse teu ar de condoída com o meu infortúnio, com esse ar resignado de quem acha que já se entregou por completo à vida, que se acha cumprida. Pois fica agora a saber, que só te entregas por completo à vida quando te jogarem à terra e aos bichos.
Somos estrume...tu é que pensas que não e então vais-te ao cabeleireiro, arranjas-te e embelezas-te, enquanto definhas por dentro, apodreces e morres, mas ao menos estás cheia de lacas e pulseiras e vernizes, perfumes e enfeites!! Pois olha...ela vai ficar-te com tudo e depois eu rir-me-ei até que caia sem forças para mais...
Oiçam todos!!! Somos todos merda!
Em redor, o olhar estarrecido de quem, por infelicidade se cruzara com Valéria, de quem tinha ousado entrar naquele comboio, para o retiro outonal da pacífica aldeia. As suas vidas jamais seriam as mesmas, num escasso período de tempo, aquela rapariga de longos cabelos negros, de olhar vivo de raiva e de rosto macilento, revelara-lhes uma parte da verdade absoluta - que é isto de verdade absoluta? - mas sim, estavam ali expostos, ela via-os a todos por dentro.

Valéria fitava-os um a um...e logo o sangue, o sabor agridoce do sangue rubro inundava-lhes a boca, querendo jorrar como água purificante de uma nascente no íntimo de cada um...e assim, cada um dos que viajavam naquela carruagem, decidiram encurtar a sua viagem...despojando-se de tudo quanto levavam consigo, de tudo quanto humanamente conseguiam...e assim, nus, expostos à verdade das coisas, ao etéreo, ao nu do mundo, ao vento e à chuva, às folhas outonais, pularam do comboio em andamento sob o olhar quieto e sossegado de Valéria que se sentou quietamente no seu lugar desgastado e húmido da água que entrava pelas janelas, olhando para os corpos espalhados no caminho...
"Cambada de fantoches" - pensava enquanto a máquina seguia o seu andar doentio...

Abril 14, 2009

Sonata Artica - Wolf and Raven

"GANDA" fuckin som!!!
Só tomei conhecimento destes gajos há uns dias atrás, mas 'tou completamente viciada...quanto mais oiço metal, mais quero ouvir...a sério, há grandes bandas...

Smashing Pumpkins - Eye - Anime: Naruto

Já tinha colocado esta (EXCELENTE) música no blog, mas como o vídeo ficou indisponivel no you tube e esta música merece ser ouvida again and again...cá está ela de novo...lindo!!!

Abril 09, 2009

"Acha que isso é pertinente?"

Ao lêr o jornal O Público de dia 9/Abril, deparei-me na contracapa com um artigo bastante interessante e, apesar de tudo, algo cómico de Miguel Gaspar...chama-se o artigo As Leis Mais Parvas do Mundo, que passo a transcrever, relevando a negrito as tamanhas idiotices e incongruências que vão permanecendo nas leis por esse mundo fora:


"Somos todos iguais perante a lei, mas nem todas as leis são iguais perante o senso comum. No Reino Unido, por exemplo, é ilegal morrer na Câmara dos Comuns, enquanto no Ohio é proibido embebedar peixes e na Florida as mulheres solteiras que saltem de pára-quedas ao domingo arriscam-se a ser presas. Mostrando que levam o patriotismo a sério, os britânicos consideram um acto de traição colar um selo com a efígie do monarca de cabeça para baixo, mas em França é proibido chamar Napoleão a um porco. Estes e outros exemplos, que constam de uma lista das leis mais ridículas do mundo, publicada no diário Daily Telegraph, mostram que Cícero tinha razão quando dizia que quanto mais leis há, menos justiça se tem e que o filósofo americano Emerson não estava menos certo quando recomendava aos homens bons que obedecessem à lei, mas não em excesso.

Se há país que sofre certamente de excesso de leis é Portugal e por isso também não é necessariamente certo que sejamos bons obedecendo excessivamente à lei. Supõe-se mesmo que haverá leis adequadas para os homens que não querem fazer coisas boas não serem obrigados a violar a lei - o que seria, de algum modo, excessivo.

Na lista das leis mais absurdas estão a que proíbe os homens na Suíça de se aliviarem em pé depois das dez da noite ou a que considera legal matar um escocês dentro das muralhas de York se este estiver armado com um arco e flechas. Mas o mais absurdo de tudo é não figurar lá nenhuma lei portuguesa - e não é com certeza um problema de escassez.

Veja-se, por exemplo, a lei que distingue a corrupção para acto lícito de corrupção para acto ilícito, que vem iluminando o debate público nacional. Faz até menos sentido do que a lei do Alabama que especifica inequivocamente que é proibido guiar com uma venda nos olhos. Se uma peca pelo excesso, a outra peca pelo defeito - e pela contradição de minorar um acto ilícito relacionando-o com um fim lícito. Para essa lei fazer sentido, seria necessário alargá-la a todo o tipo de crimes. Por exemplo, um assaltante de bancos é julgado e explica ao juiz que roubou para construir uma casa de férias.

Como não considerar isso uma atenuante? Afinal, é um objectivo perfeitamente lícito. Por que não beneficiará o assaltante de banco da mesma consideração? No mínimo, esta lei é discriminatória. Até porque o assaltante de bancos não tem o poder de adaptar as leis à medida dos seus fins.

A corrupção para acto lícito não é menos absurda do que a proibição de morrer na Câmara dos Comuns. Mas não é certamente o único exemplo na extensa relação da produção legislativa doméstica. Na lei sobre o enriquecimento ilícito, por exemplo, diz-se que o ónus da prova não pode recair sobre o titular de cargos públicos que é investigado. E muito bem, que lá por alguém ser detentor de um cargo público não tem nada que ser menos do que os outros. Mas só podemos aceitar esta lei se aprtirmos do princípio que um titular de cargos públicos pode furtar-se ao princípio da transparência. Se esse princípio vigorasse nos EUA, assistíriamos àquelas longas e minuciosas investigações do Senado aos candidatos a cargos no governo? Não será essa prática uma “inversão” do ónus da prova?

Muitas são as pessoas que dizem e repetem que a corrupção é o pior veneno da sociedade portuguesa. Estão erradas. Muito pior do que a corrupção é a tolerância em relação à corrupção ou a capacidade de quase a despenalizar através da lei. Mesmo num país com um longo historial de corrupção como o nosso, é um refinamento. Prova como o excesso de leis é a melhor maneira de contornar a justiça. E como é possível não se ser bom, mesmo obedecendo excessivamente a lei."